
Trabalhadores da CNH participaram da assembleia e aprovaram a proposta de acordo de lay-off negociada entre o Sindicato e a empresa.
Os trabalhadores e trabalhadoras da CNH participaram, na tarde desta quarta-feira, 10, de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região para deliberar sobre uma proposta de acordo de lay-off negociada entre a entidade e a empresa. Após o processo de negociação e apresentação das condições construídas em mesa, a proposta foi aprovada pela categoria.
A discussão acontece em um momento de desaceleração da produção na fábrica, reflexo de uma conjuntura econômica e política que tem impactado diferentes setores da indústria. Entre os fatores estão a retração de mercados internacionais, a redução da demanda em alguns segmentos de máquinas e equipamentos, além das incertezas econômicas globais que afetam diretamente o ritmo de investimentos e a produção industrial nesse segmento.
Diante desse cenário, o Sindicato iniciou negociações com a empresa buscando construir uma alternativa que evitasse medidas mais duras, como desligamentos em massa, e garantisse proteção aos trabalhadores durante o período de redução das atividades.
Para o secretário-geral do Sindicato, Silvio Ferreira, que participou diretamente das negociações, o principal objetivo foi preservar empregos e assegurar condições dignas para os trabalhadores.
“Sabemos que esse é um tema que gera preocupação em toda a fábrica, porque afeta não apenas quem entra no lay-off, mas o conjunto dos trabalhadores. Por isso, o Sindicato atuou para garantir que qualquer medida viesse acompanhada de proteção à renda, manutenção de direitos e compromisso com os empregos. Nossa prioridade sempre será defender os postos de trabalho e reduzir os impactos sobre as famílias metalúrgicas”, afirmou.
O que é lay-off?
O lay-off é um mecanismo previsto na legislação trabalhista que permite a suspensão temporária dos contratos de trabalho ou a redução da jornada em momentos de queda na atividade econômica. Durante esse período, o trabalhador continua vinculado à empresa e mantém uma série de direitos, enquanto busca-se atravessar uma fase de menor produção sem recorrer a demissões.
Na prática, trata-se de uma alternativa para preservar empregos até que a atividade produtiva volte a crescer.
Principais pontos do acordo
Está previsto o reajuste de 50% no vale-alimentação a partir de setembro de 2026, além da garantia de um novo reajuste de 8,33% em setembro de 2027. O acordo também prevê a manutenção integral da renda líquida dos trabalhadores abrangidos pelo programa, pagamento de compensação referente ao décimo terceiro salário durante o período de suspensão do contrato e garantia de estabilidade no emprego após o retorno às atividades.
Outro ponto importante assegurado na negociação é a extensão temporária do plano médico e do vale-alimentação para trabalhadores eventualmente desligados até dezembro de 2026 e que tenham sido impactados pela redução de jornada ou pelo lay-off.
Segundo o Sindicato, as negociações buscaram equilibrar a necessidade de enfrentamento da queda na produção com a preservação dos empregos e da renda dos metalúrgicos.
Sindicato seguirá acompanhando o cenário
O Sindicato reforça que continuará acompanhando de perto a situação da empresa e os desdobramentos da produção nos próximos meses. A entidade destaca que a negociação coletiva foi fundamental para garantir proteção aos trabalhadores em um momento de dificuldade econômica e reafirma seu compromisso de atuar permanentemente na defesa dos empregos, da renda e dos direitos da categoria.
“Em períodos de instabilidade, a organização e a negociação coletiva fazem a diferença. É nesse momento que o Sindicato precisa estar forte, presente e atuante para proteger os trabalhadores”, concluiu Silvio Ferreira.















