
Silvio Ferreira defende que trabalhadores e trabalhadoras entrem em campo para pressionar pela aprovação da redução de jornada sem redução de salário e o fim da escala 6×1
Tem partidas que ficam na memória não só pelo placar, mas pelo que representam. O 7×1 da Copa de 2014 é um desses casos, um jogo que muitos lembram até hoje (aliás, será que alguém conseguiu esquecer aquele 8 de julho de 2014?). A cada gol sofrido, crescia a sensação de frustração de quem assistia, como torcedor, sem nada a fazer além de acompanhar um resultado que escapava completamente do controle. Foi uma partida que se perdeu ainda no primeiro tempo, sem qualquer possibilidade real de reação até o apito final.
Mas nem todo jogo termina assim. A discussão sobre a escala 6×1 está no segundo tempo. E, ao contrário de uma partida que somos meros espectadores, aqui o resultado ainda está em aberto e sim, podemos fazer a diferença . O que está em disputa não é só um placar, mas uma mudança que pode alterar de forma concreta a rotina de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. É mais qualidade de vida, mais tempo com família, mais tempo.
No Senado Federal, essa etapa do jogo é marcada por movimentação intensa. Cada posição conta, cada marcação tem peso e cada voto pode mudar o rumo da proposta. É um momento em que nada está completamente definido e em que o desfecho depende também do que acontece fora das quatro linhas institucionais.
Porque decisões desse tipo não se constroem apenas dentro do plenário. Elas também são influenciadas pelo que chega até os parlamentares, pela pressão organizada, pelo debate público e pela forma como a sociedade se envolve enquanto a partida ainda está sendo jogada.É nesse ponto que a participação ganha força. Quando o tema envolve tempo de vida, descanso e condições de trabalho, ele ultrapassa a dimensão técnica e passa a refletir escolhas mais amplas sobre o modelo de sociedade que se quer construir.
O 7×1 ficou no passado, sem chance de virada. Só lembrança e lamentação. O 6×1 ainda está em disputa. E enquanto o jogo não termina, o que acontece fora de campo também faz diferença no resultado final. É hora de pressionar os senadores. Bora pro jogo.













