Com o objetivo de expor os impactos da Reforma da Previdência na sociedade e discutir as drásticas consequências para os trabalhadores – se a proposta for aprovada – o SMetal participou de uma conversa na manhã desta quarta-feira, 17, com trabalhadores na Coreso (Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba).
Com diferentes faixas etárias e com históricos profissionais que vão de trabalho na roça até reciclagem em hospital, os trabalhadores puderam tirar dúvidas com o economista da subseção do Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Fernando Lima, após a explicação de alguns pontos da reforma.
Entre as preocupações comentadas está a da continuidade do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é um direito que pode ser adquirido, atualmente, por quem tem a partir de 65 anos, ou por portadores de deficiência. Em ambos os casos com renda inferior a ¼ do salário mínimo, próximo a R$ 250 por pessoa.
Lima explicou que a proposta da reforma pretende diminuir o valor do benefício de um salário mínimo para apenas R$ 400, dos 60 aos 69 anos e somente a partir dos 70 anos teria direito a um salário mínimo. “Isso se não tiver em seu nome nenhum imóvel com valor acima de R$ 98 mil”.
Para os cooperados da Coreso, que contribuem regularmente com o INSS, a proposta da Previdência distancia ainda mais o sonho de uma aposentadoria digna, após anos dedicados a uma jornada exaustiva, sob sol ou chuva.
Diante de cada catador de material reciclável o secretário de organização do SMetal, Izídio de Brito, lembrou da sua luta desde criança levando água para seus pais na roça, ajudante em fábrica, cobrador de ônibus e preparador de máquinas e por isso, frisou que “lutar contra essa proposta é lutar pela nossa dignidade”.
Abaixo-assinado
O SMetal está promovendo diversas ações pela campanha contra a Reforma da Previdência. No dia 20 de março promoveu debate com o coordenador do Dieese, Fausto Augusto Jr e nesta terça, dia 16, a palestra do advogado especializado em direito previdenciário, Marcio Hartz, sobre aposentadoria especial.
No dia 1º de Maio haverá um grande ato político e cultural na Praça dos Espanhóis para marcar a luta pela aposentadoria digna, com entrada gratuita.
“As entidades ou grupos que queiram discutir o tema, seja associação de bairro, movimento social ou grupos estudantis podem nos contatar para levarmos esse debate sobre os impactos da reforma”, afirma Izídio.
O SMetal é base fixa para receber assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma. Qualquer pessoa pode passar na sede, que fica na rua Julio Hanser, 140, para assinar.