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Somos+ Cinema retoma atividades em março com programação especial sobre liberdade religiosa

Exibições integram a programação do “Diálogos de Fé” e reforçam o combate à intolerância religiosa

Egle Lima/Imprensa Smetal

CRÉDITOS: Divulgação

Após o recesso de fim de ano, o projeto Somos+ Cinema retoma suas atividades neste mês de março, integrando a programação do “Diálogos de Fé – Luta pela Liberdade Religiosa”, iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região voltada ao enfrentamento da intolerância e do racismo religioso.

As sessões deste mês terão como eixo a valorização das culturas afro-brasileiras, da liberdade de crença e o combate às violências motivadas por discriminação religiosa. A proposta é fortalecer o cinema como ferramenta de formação política, reflexão crítica e mobilização social dentro da classe trabalhadora.

Ao longo de 2025, o projeto exibiu mais de 44 obras com diferentes temáticas sociais, culturais e políticas, consolidando o Somos+ Cinema como espaço permanente de formação e debate dentro do Sindicato. Agora, após o recesso de fim de ano, o calendário de 2026 é retomado alinhado a um dos debates mais urgentes do país: a defesa da liberdade religiosa e o enfrentamento ao racismo estrutural.

Para o presidente do Sindicato, Leandro Soares, a retomada do projeto reafirma o papel da entidade para além das pautas trabalhistas:

“O Somos+ Cinema é mais do que uma atividade cultural. Ele é um espaço de formação, de consciência e de diálogo com a sociedade. Retomar as sessões dentro do Diálogos de Fé reforça que a luta sindical também passa pela defesa dos direitos humanos, pelo combate ao racismo religioso e pela garantia da liberdade de crença.”

O dirigente sindical Fábio Rossy destaca que ocupar o espaço sindical com cultura é também uma forma de resistência política:

“Quando o Sindicato abre as portas para o cinema, para o debate e para as expressões da cultura afro-brasileira, estamos afirmando que a classe trabalhadora também é protagonista na defesa da democracia e da diversidade religiosa. Combater a intolerância é uma tarefa coletiva e permanente.”

A curadora do projeto, Renata Rocha, reforça que a programação foi pensada como instrumento de formação crítica:

“O cinema tem um papel fundamental na construção de imaginários e na desconstrução de preconceitos. Ao trazer obras que dialogam com a cultura popular e com as religiões de matriz africana, o Somos+ Cinema amplia vozes historicamente silenciadas e fortalece o debate público.”

Programação do Somos+ Cinema – Março

Todas as sessões serão realizadas na sede do Sindicato (Rua Júlio Hanser, 140 – Jardim Faculdade – Sorocaba).

05/03 (19h)

Tema do mês: Povo Preto da Tela
Filme: Jongo no Sudeste
Convidada: Clarete Braz Patrocínio – Graduada em Educação Física e Música, com pós-graduação em Psicomotricidade e Musicoterapia, Clarete atua em comunidades quilombolas, rurais e periféricas. É professora de capoeira, integra o coletivo Jongovolta e coordena o projeto Menino/as do Batuque e o grupo feminino Samba Toque de Dandara, fortalecendo a cultura afro-brasileira por meio da educação e da arte.

12/03 (19h)

Filme: Maracatu – Sou Cultura Popular
Convidado: Rodrigo Fonseca (Cataia) – Artista multimídia, músico e produtor cultural com mais de 26 anos de trajetória, Rodrigo lidera a Banda Cataia e desenvolve trabalhos voltados à cultura popular brasileira, com ênfase no fandango caiçara e no forró. É mestrando em Comunicação e Cultura e atua na valorização das expressões tradicionais.

19/03 (19h)

Documentário UNISO: Fés que Costuram Essa Terra
Convidados: Laura Porto Nacir, Mateus Machado Moraes, Mãe Viviane e Pai Nivaldo

Laura Porto Nacir – Formada em Jornalismo e Produção Audiovisual, é apaixonada por cinema e comunicação. Atua na área audiovisual com foco em narrativas que valorizam diversidade, identidade e cultura.

Mateus Machado Moraes – Formado em Jornalismo, é entusiasta da fotografia e do audiovisual, desenvolvendo trabalhos voltados à produção de conteúdo e registro de iniciativas culturais e sociais.

Mãe Viviane – Sacerdotisa e dirigente do Templo Caboclo Jupirama e Exu 7 Encruzilhada, é assistente social e desenvolve trabalho voltado ao atendimento de mulheres vítimas de violência, além de coordenar o projeto social Luzes do Amanhã.

Pai Nivaldo – Sacerdote de Candomblé iniciado em 1980, é fundador do Ilé Alaketu Asé Òmó Logunéde. Professor da rede estadual e ativista do movimento negro, atua na preservação dos saberes afro-brasileiros e no combate ao racismo religioso.

26/03 (19h)

Reportagem especial sobre o Quilombola Cafundó produzido pela TV Tem

Especial sobre o Quilombo do Cafundó, o material apresenta a origem da comunidade, os processos de resistência que garantiram sua existência e o papel fundamental de seus moradores na preservação da ancestralidade afro-brasileira no interior paulista, dialogando diretamente com os desafios históricos e estruturais que ainda marcam a realidade das comunidades quilombolas.

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cultura afro-brasileira Diálogos de Fé intolerância religiosa liberdade religiosa racismo religioso Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região Somos + cinema Sorocaba
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