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Política Industrial

SMetal participa de articulação entre o movimento sindical e o BNDES para fomentar linhas de crédito

Entidades representativas dos trabalhadores querem contribuir com investimentos e, em contrapartida, melhorar condições de trabalho

Gabriela Guedes/Imprensa SMetal
Divulgação

A reunião aconteceu na última quinta-feira, 27, e contou com a participação de representantes do movimento sindical ligado à indústria.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) participou de uma reunião com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do vice-presidente da entidade, Valdeci Henrique da Silva (Verdinho), sobre a viabilização de linhas de crédito para a política industrial brasileira, com o objetivo de buscar melhores condições de trabalho.

A reunião aconteceu na última quinta-feira, 27, e contou com a participação de representantes do movimento sindical ligado à indústria. A proposta é que os sindicatos contribuam na intermediação entre o Banco com as empresas, para fomentar o investimento produtivo, a partir de políticas estabelecidas pelo Governo Federal, em especial a Nova Indústria Brasil (NIB).

O presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva, explica que o objetivo é, a partir do encontro, desenvolver um processo de capacitação para o movimento sindical, para que os dirigentes compreendam como funciona a política de investimentos.

“Principalmente as micro e pequenas empresas têm necessidade de entender como funcionam e como ter acesso a essas linhas de crédito.  Por isso, a proposta é que os dirigentes sindicais se apropriem de todas essas linhas para que a gente consiga disseminar tudo que o BNDES está fazendo”, afirma Aroaldo.

O vice-presidente do SMetal, Verdinho, que também é secretário de saúde do trabalhador da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SP) ressalta que, por meio dos investimentos, é possível que as empresas melhorem as condições de trabalho.

“É muito importante que as empresas tenham crédito para expandir, ou mesmo melhorar as condições de trabalho. Essa é uma forma do movimento sindical ajudar a promover a saúde dos trabalhadores”, diz o dirigente.

Articulamos em conjunto com a IndustriALL Brasil para que fosse construída uma agenda para esclarecer para possíveis empresas interessadas e, até aos representantes dos trabalhadores, qual é o caminho para acessar os recursos do BNDES, aos créditos que o banco disponibiliza”, afirma Renato Carlos de Almeida, secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT).

O sindicalista ressalta que o movimento sindical precisa estar sempre atento a cobrar das esferas de governo que as empresas que recebem dinheiro público não podem praticar atos antissindicais, e que exista sempre contrapartidas para os trabalhadores.

O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP), Erick Silva, também esteve presente na reunião e reforça que são as micro, pequenas e médias empresas que geram mais empregos. “A federação faz questão de ajudar a construir esse processo”, ressalta.

Leia mais: Políticas do Governo Federal impulsionam investimento produtivo

Nova indústria Brasil

O Plano Mais Produção prevê injetar R$300 bilhões nas indústrias. O arcabouço é parte da NIB, lançada no início deste ano, que tem como objetivos estimular o progresso técnico, a produtividade e a competitividade nacionais, gerando empregos de qualidade, reposicionando o Brasil no comércio internacional.

A política é pautada sob os princípios da inclusão socioeconômica; equidade de gênero, cor e etnia; promoção do trabalho decente e melhoria de renda; desenvolvimento produtivo e tecnológico e inovação; incremento da produtividade e da competitividade; redução das desigualdades, incluindo as regionais; sustentabilidade; inserção internacional qualificada.

A NIB ainda prevê desenvolver um Sistema Nacional de Territorialização do Desenvolvimento Industrial, que inclui o mapeamento das principais aglomerações industriais regionais, arranjos e sistemas produtivos existentes, cidades industriais relevantes e capacidades locais.

*Com informações da CNM/CUT

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