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Campanha Salarial

Primeira negociação entre Federação dos Metalúrgicos da CUT e Grupo 3 tratou cláusulas sociais

Na primeira negociação realizada dia 1°, entre a FEM e grupo 3, os dirigentes sindicais insistiram na agilidade do calendário de negociações e no avanço nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva

Imprensa SMetal
FEM/CUT

De acordo com a FEM, as reivindicações de novos direitos vieram do chão de fábrica, em cada base filiada à FEM

Na primeira negociação da campanha salarial deste ano entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM) e a bancada patronal do Grupo 3 (autopeças, forjarias e parafusos), realizada na última quinta, dia 1º, os dirigentes sindicais insistiram na agilidade do calendário de negociações e na necessidade de avançar nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva.

Segundo o presidente da FEM, Valmir Marques, Biro-Biro, em nota à imprensa, “Deixamos claro ao G3 (Grupo 3) que queremos buscar o que é nosso de direito. As reivindicações refletem a realidade dos metalúrgicos no chão de fábrica, e as empresas têm a obrigação de cumprir este lado social”.

Já o assessor jurídico do G3, Drauzio Rangel, disse que as negociações com a FEM serão conduzidas com “bom senso” e “responsabilidade”. “Temos o compromisso com a manutenção e a geração de empregos, mas a negociação tem que estar adequada ao momento das empresas”.

Um nova rodada de negociações entre FEM e G3 está marcada para o dia 8 de agosto, às 10h, na sede da Federação dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo.

A data-base dos metalúrgicos da CUT no estado de São Paulo é 1º de setembro.

Súmula 277

Ainda segundo nota da FEM, a Súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi um dos temas discutidos durante a rodada de negociação. Essa Súmula incorpora os direitos conquistados em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou em Acordo Coletivo de Trabalho aos contratos individuais de trabalho.

O assessor jurídico da FEM, Raimundo Oliveira, disse que a intenção da atual Súmula é fortalecer a negociação coletiva e incentivar patrões e empregados a dialogar mais. “Quem tem o hábito de negociar deve aplaudir a intenção da Súmula, pois esse é o caminho que leva à contemplação do interesse das partes”, ressalta.

Reivindicações

As principais reivindicações dos metalúrgicos da CUT nesta campanha salarial são a reposição integral da inflação, o aumento real no salário, a valorização nos pisos salariais, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e a ampliação e unificação de direitos na Convenção Coletiva de Trabalho.

Diferente de 2012, a campanha salarial deste ano vai negociar não apenas as cláusulas econômicas da Convenção (como reajustes salariais e pisos), mas também as cláusulas sociais, como adicionais, licença maternidade, estabilidade às vítimas de acidentes ou doenças ocupacionais, entre outras.

De acordo com a FEM, as reivindicações de novos direitos vieram do chão de fábrica, em cada base filiada à FEM [como é o caso de Sorocaba] e tratam de necessidades dos trabalhadores no dia a dia.

Alguns exemplos de novas reivindicações para este ano são: a garantia de emprego ao empregado em situação pré-cirúrgica; a garantia ao empregado com dependente deficiente; atestado de acompanhante, valendo como atestado médico para os responsáveis por crianças de até 12 anos em consulta médica e internação hospitalar; e garantia ao empregado com doenças graves.

Setores metalúrgicos em Campanha Salarial 2013 com a FEM:

Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)
Total de metalúrgicos nas bases: 75.500

Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos)
Total: 51 mil

Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)
Total: 36 mil

Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros)
Total: 35 mil

Estamparia
Total: 4.000

Fundição
Total: 4.000

Total geral: 205,5 mil metalúrgicos em Campanha

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