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Saúde e segurança

Metalúrgicos do SMetal participam de Encontro Nacional de Cipeiros promovido pela Fundacentro e Centrais Sindicais

Evento reuniu representantes das CIPAs de várias regiões do Brasil para debater saúde e segurança no trabalho

Imprensa SMetal
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Da esquerda para a direita: Jairo Freire Oliveira (Clarios), Sandro Correa (Kanjiko), Robson Machado Dias (JCB), Valdeci Henrique da Silva – Verdinho (direção do SMetal), Antonio Weber – Bizu (direção do SMetal) e Augusto Ronseiro Marinho da Silva (Dana), durante o Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras, realizado na Fundacentro, em São Paulo

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) marcou presença no “Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras para o Trabalho Seguro e Saudável”, realizado nesta quarta-feira (30), no auditório da Fundacentro, em São Paulo. O evento foi organizado pela Fundacentro, em parceria com a CUT e demais centrais sindicais, e reuniu representantes das CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio) de diversas partes do país.

O objetivo do encontro foi fortalecer a atuação dos cipeiros e cipeiras e debater políticas públicas voltadas à promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e livres de assédio moral e sexual.

Representando a direção do SMetal, participaram os dirigentes Valdeci Henrique da Silva (Verdinho) e Antonio Weber (Bizu). Também estiveram presentes os cipeiros Sandro Correa (Kanjiko), Robson Machado Dias (JCB), Augusto Ronseiro Marinho da Silva (Dana) e Jairo Freire Oliveira (Clarios), que atuam diretamente nas bases da categoria e contribuem ativamente para a prevenção de acidentes e a promoção da saúde laboral.

Para Valdeci Henrique da Silva, a participação dos metalúrgicos no evento é essencial para qualificar a atuação sindical nas fábricas:
“A CIPA tem um papel estratégico na defesa da vida e da dignidade no trabalho. Levar essa discussão para o plano nacional é fundamental para garantir mais respeito e proteção aos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Durante o encontro, foram debatidas propostas para o fortalecimento da Norma Regulamentadora NR-05, que rege o funcionamento das CIPAs. Entre os temas em destaque, estiveram o aprimoramento do processo eleitoral das comissões, o enfrentamento ao assédio no ambiente de trabalho e a ampliação da formação em Saúde e Segurança do Trabalho (SST).

Para Antonio Weber (Bizu), o encontro foi uma oportunidade importante para valorizar o papel estratégico das CIPAs e fortalecer a atuação dos trabalhadores na defesa da vida:
“O debate técnico, aliado à troca de experiências entre diferentes categorias, mostra que saúde e segurança no trabalho não podem ser tratadas como secundárias. A CIPA precisa ser reconhecida como um espaço legítimo de proteção da classe trabalhadora e de construção de ambientes mais humanos e seguros”, destacou.

Sobre o Encontro

A programação contou ainda com palestras técnicas de alto nível, conduzidas por especialistas da Fundacentro. A tecnologista Daniela Sanches Tavares abordou os diversos tipos de assédio no ambiente de trabalho, destacando os impactos sobre a saúde mental e física dos trabalhadores e a importância de medidas efetivas de prevenção. O especialista em saúde do trabalhador e bolsista da Fundacentro, Domingos Lino, falou sobre o processo de eleição e dimensionamento da CIPA, apontando caminhos para tornar a representatividade mais justa e eficaz. Já o diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro, Remígio Todeschini, trouxe reflexões sobre a capacitação e formação contínua dos cipeiros e cipeiras, ressaltando a necessidade de ampliar o acesso a conteúdos atualizados e práticas preventivas baseadas em evidências.

Para Josivania Ribeiro Cruz Souza, secretária de Saúde do Trabalhador da CUT Brasil, o encontro reafirma o compromisso do movimento sindical com a proteção da vida no ambiente de trabalho:

“Fortalecer as CIPAs é fortalecer a democracia nos locais de trabalho. Precisamos garantir que os trabalhadores e trabalhadoras tenham voz ativa na construção de ambientes seguros, sem assédio e com respeito à dignidade humana. A saúde do trabalhador não pode ser tratada como custo, mas como um direito fundamental e uma prioridade permanente”, defendeu.

Na parte da tarde, os participantes se dividiram em três grupos de trabalho para aprofundar o debate sobre os temas centrais: assédios no local de trabalho, dimensionamento da CIPA e formação e qualificação dos cipeiros e cipeiras. As contribuições desses grupos resultarão em um documento que será encaminhado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e à Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), com o objetivo de influenciar melhorias nas condições de trabalho, saúde e segurança em todo o país.

A atividade foi transmitida ao vivo pelo canal da Fundacentro no YouTube, ampliando o alcance do debate e contribuindo para a formação de lideranças comprometidas com ambientes laborais mais justos e seguros.

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