
Metalúrgicos e metalúrgicas aprovam as propostas da Campanha Salarial 2026 durante assembleia realizada nesta sexta-feira, dia 28.
As trabalhadoras e trabalhadores metalúrgicos aprovaram, em assembleia realizada nesta sexta-feira, dia 28, as propostas construídas na Campanha Salarial 2026. A mobilização, conduzida em todo o estado de São Paulo pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT-SP (FEM/CUT-SP), garantiu reajustes salariais, aumento nos pisos e a manutenção das cláusulas sociais por dois anos.
Entre os acordos aprovados estão os dos grupos patronais G2, G3, G8.3 e Siescomet. Para esses grupos, foi aprovado reajuste de 5,40% nos salários, sendo que o G3 também garantiu 5,50% de aumento no piso salarial.
No caso do Sindicel, a proposta prevê 1,2% de aumento real, além da reposição do INPC, representando uma conquista importante para os trabalhadores e trabalhadoras abrangidos pela negociação. Acordo aprovado durante a Campanha Salarial de 2025.
Todos os acordos aprovados garantem ainda a manutenção das cláusulas sociais por dois anos, com validade até 31 de agosto de 2028. A preservação desses direitos representa estabilidade para a categoria e evita que conquistas históricas sejam colocadas em disputa anualmente.
Os percentuais aprovados nesta Campanha Salarial ainda não permitem definir exatamente o aumento real dos trabalhadores. Isso porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede a variação dos preços para as famílias e é utilizado como referência para a reposição da inflação nos salários, ainda não foi divulgado de forma definitiva para o período da campanha.
A previsão é que o índice seja fechado e divulgado por volta do dia 11 de setembro. A partir desse número, será possível calcular quanto dos reajustes aprovados representa, de fato, ganho real acima da inflação para os trabalhadores.
Negociação continua para grupos que ainda não fecharam
A assembleia também aprovou os encaminhamentos para os grupos patronais que ainda não concluíram as negociações: Sicetel, Siniem, Sifesp e Sindifupi.
Para essas bancadas, os trabalhadores aprovaram aviso de greve, reforçando a disposição da categoria para avançar nas negociações. O Sindicato também recebeu autorização para realizar negociações individualizadas ou, caso sejam apresentadas propostas iguais ou superiores às condições já aprovadas, poderá submetê-las à aprovação.
A decisão demonstra que, mesmo diante dos avanços já conquistados, a categoria permanece mobilizada para garantir acordos que representem ganhos concretos e preservem direitos.
Uma campanha construída em todo o estado
A Campanha Salarial dos metalúrgicos é negociada de forma unificada em todo o estado de São Paulo, por meio da FEM/CUT-SP, que reúne os sindicatos da categoria e fortalece o poder de negociação dos trabalhadores diante das bancadas patronais.
Para Silvio Ferreira, secretário-geral do Sindicato e presidente interino, a aprovação das propostas demonstra a potência da organização coletiva e a importância da mobilização dos trabalhadores.
“Não existe negociação forte sem categoria mobilizada. O que aprovamos hoje garante reajuste, aumento real em determinadas negociações e, principalmente, a manutenção das nossas cláusulas sociais por mais dois anos. Para os grupos que ainda não fecharam, a assembleia deixa claro que vamos continuar na luta até alcançar propostas que façam jus ao que os trabalhadores merecem.”
O dirigente sindical Antonio Welber, vice-presidente da FEM/CUT-SP, destaca que a negociação estadual permite que os metalúrgicos atuem de maneira articulada e ampliem sua capacidade de enfrentamento às bancadas patronais.
“A campanha salarial é uma construção coletiva dos metalúrgicos de todo o estado. Quando negociamos de forma unificada, aumentamos nossa força e mostramos aos patrões que os trabalhadores de São Paulo estão organizados.”
E o antigo G10?
A categoria também foi informada sobre a situação do antigo G10, grupo que representa pequenas e médias empresas. Há anos, essa bancada patronal não realiza negociações coletivas com os sindicatos dos trabalhadores.
Por esse motivo, as condições de trabalho e as cláusulas negociadas com empresas pertencentes a esse segmento são estabelecidas por meio de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs), negociados diretamente entre o Sindicato e cada empresa.
A Campanha Salarial 2026 segue, portanto, com parte dos acordos já aprovados e com a mobilização mantida nos grupos que ainda estão em negociação.
Para o Sindicato, os resultados reforçam que a força da negociação está diretamente ligada à organização e à participação dos trabalhadores. A campanha continua até que todas as bancadas patronais apresentem propostas capazes de garantir avanços econômicos e a preservação dos direitos conquistados pela categoria.















