Busca
Dia Internacional da Mulher

A potente e valente luta das mulheres transformará a sociedade

Em artigo, o presidente do SMetal, Leandro Soares, fala sobre o Dia Internacional das Mulheres e a luta constante por igualdade nos direitos e, também, contra o machismo nas fábricas e na sociedade

Leandro Soares - Presidente do SMetal
Divulgação
Que essa potência das mulheres na resistência possam revigorar as estruturas e que homens e mulheres sustentem a luta contra o machismo nas fábricas e na sociedade!

Que essa potência das mulheres na resistência possam revigorar as estruturas e que homens e mulheres sustentem a luta contra o machismo nas fábricas e na sociedade!

Se há alguém que tem o poder de enfrentar adversidades com força e garra é a mulher, que luta contra a opressão de uma sociedade machista, ao mesmo tempo em que dedica sua rotina às extensas jornadas.

Tendo em vista que o horizonte igualitário e justo ainda está tão distante, que este dia 8 de Março de 2019 possa ser reconhecido como uma data de resistência e de mobilizações e não de uma simples homenagem. Dia de luta contra a discriminação de gênero, contra o assédio, contra a violência doméstica e pelos direitos fundamentais.

Em Sorocaba, dos 191 mil postos de trabalho, 56% (107.841) são compostos por mulheres (dados da RAIS 2017) e na categoria metalúrgica da base do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), que é de 37.540 trabalhadores, 19,7% são mulheres.

Tivemos um período em nosso trajetória de luta que reivindicamos avanços nos direitos, como extensão da licença paternidade, porque não é dever somente a mulher cuidar dos filhos. Lutamos para avançar nos salários, para reduzir jornadas de trabalho. Chegamos a ter índice baixíssimo de desemprego e lutamos por equiparação salarial.

Mas a história do nosso país sofreu um revés e hoje estamos lutando para evitar que a mulher grávida ou lactante fique exposta ao trabalho insalubre. Lutamos para que a tal Reforma da Previdência não seja aprovada, porque além de impedir o acesso à aposentadoria digna, ela também desconsidera as especificidades das mulheres dentro e fora do mercado de trabalho.

Estamos sujeitos a esse vai-e-vem de direitos até o dia em que possamos, novamente, não nos sujeitar, mas protagonizar nossa própria história. Esse dia há de chegar, com a imensa e energizada luta das mulheres, que lá no início já anunciaram #EleNão!

Que essa potência das mulheres na resistência possam revigorar as estruturas e que homens e mulheres sustentem a luta contra o machismo nas fábricas e na sociedade!

Por mais igualdade, pelo direito à vida!

Leandro Soares – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal)

tags
artigo direito fábrica Internacional leandro Machismo mulher resistência SMETAL sociedade
VEJA
TAMBÉM